Logo - Keyrus
  • Playbook
  • Serviços
    Consultoria e assessoria de dados
    Soluções analíticas e de dados
    Inteligência Artificial (IA)
    Gestão do Desempenho Empresarial (EPM)
    Experiência digital e multiexperiência
  • Insights
  • Parceiros
  • Carreiras
  • Sobre nós
    O que nos diferencia
    Propósito
    Inovação & Tecnologias
    Compromisso da Keyrus
    Ética & Compliance
    Investidores
    Equipes de gestão
    Marcas
    Onde estamos
  • Contate-nosJunte-se a nós
Opinião do especialista

12

Como o marketing B2B está sendo redesenhado por agentes de IA e inteligência orquestrada

Simone Castillo, Head de Marketing

Neste artigo, Simone Castillo, Head de Marketing na Keyrus, explica como preparar o marketing para operar com agentes de IA depende menos das ferramentas adotadas e mais dos dados, dos critérios e da supervisão humana que sustentam cada decisão.

O marketing já passou por inúmeras mudanças de canal, formato e tecnologia. O que está acontecendo agora é muito diferente. Pela primeira vez, a própria forma como compradores pesquisam, avaliam fornecedores e formam opinião está sendo redesenhada pela IA.

Os agentes inteligentes ajudam a responder a esse cenário, mas o resultado não depende apenas deles. Depende da qualidade da base sobre a qual operam e da clareza dos critérios que alguém precisou definir antes.

Praticamente todas as áreas estão adotando IA. No marketing, porém, a mudança é dupla: a área incorpora IA ao mesmo tempo em que a própria dinâmica de compra é remodelada por ela.

Quando a área financeira automatiza um processo, o fechamento acelera e ninguém fora da empresa muda seu comportamento por causa disso. No marketing, a lógica é muito diferente.

Enquanto adotamos agentes, o comprador adota IA para pesquisar. Ele deixou de percorrer sites, comparar páginas e baixar materiais para formar opinião. Pergunta a um modelo generativo e recebe uma resposta pronta, com três ou quatro fornecedores citados e nenhum clique no caminho. O conteúdo continua lá. Mudou quem decide o que ele vê.

O efeito prático é que as engrenagens centrais da área foram calibradas para um comportamento que deixou de existir.

Geração de demanda: por que ninguém consegue matar o lead scoring

Quem trabalha com geração de demanda vê isso todos os dias. Boa parte das operações de marketing B2B ainda se organiza em torno do lead qualificado por pontuação.

O problema é conhecido. O modelo pressupõe que o interesse individual acumulado indica intenção de compra, o que nunca descreveu bem um mercado onde a decisão é coletiva. Um analista que baixa três materiais soma pontos e vira prioridade. Um diretor que leu uma análise, comentou a empresa numa reunião interna e pediu uma avaliação ao time não aparece em lugar nenhum, porque não preencheu um formulário.

A questão não é que as limitações deste modelo sejam desconhecidas. Elas não são. A questão é por que ele continua organizando boa parte das operações de marketing B2B.

Quem lidera marketing conhece esse dilema de perto. O desafio nunca foi apontar as limitações do MQL. O desafio é construir uma alternativa que consiga alinhar marketing, vendas e liderança executiva ao mesmo tempo.

A resposta pode até ser constrangedora. Quem já tentou substituir o MQL sabe o tamanho da barreira. Ele continua sendo a principal moeda que marketing e vendas aprenderam a trocar. A meta do trimestre foi assinada em cima dele, o board acompanha sua evolução, e quem propuser abandoná-lo precisa apresentar uma alternativa auditável na mesma reunião. Sem uma alternativa viável, a crítica permanece retórica e o modelo continua no centro da operação de marketing.

É nesse ponto que agentes mudam algo estrutural. O ganho deixa de ser apenas velocidade e passa a ser a capacidade de interpretar evidências que ajudam a explicar como as decisões de compra realmente acontecem.

Pela primeira vez, torna-se viável acompanhar indícios de como uma empresa está evoluindo em sua jornada de compra, em vez de depender apenas do comportamento isolado de um indivíduo. A discussão deixa de ser "quem baixou" um material e passa a ser "quais evidências" apontam uma intenção real de compra.

Personalização: o problema nunca foi entender o cliente

O problema da personalização nunca foi produzir mensagens diferentes, e sim saber qual diferença realmente importa.

Quem trabalha com marketing B2B sabe disso há muito tempo. O desafio nunca foi entender o cliente, e sim transformar esse entendimento em comunicação relevante e consistente ao longo da jornada.

A IA reduz boa parte dessa limitação operacional. Mas é justamente aí que aparece uma armadilha: personalização sem contexto de negócio não gera relevância. Gera erro convincente.

Um modelo consegue adaptar linguagem, formato e mensagem. O que ele não faz sozinho é entender as particularidades daquele negócio, daquele processo de compra ou daquele mercado.

É por isso que o contexto faz toda a diferença. Ele permite distinguir interesse de intenção, reconhecer oportunidades mais relevantes e tornar a personalização realmente útil para quem está comprando.

Jornada do comprador: coerência onde não há visibilidade

A jornada B2B sempre foi majoritariamente invisível para quem vende. O comprador pesquisa sozinho, consulta pares, discute internamente e só depois aparece. O que mudou não é o tamanho dessa fase, é quem a intermedeia.

Antes, era um buscador que devolvia dez links e deixava a comparação por conta dele. Agora é um modelo que lê, resume e escolhe o que apresentar. Uma parte relevante da avaliação passou a acontecer onde o marketing não tem telemetria alguma. A IA deixou de influenciar apenas o acesso à informação. Em muitos casos, ela começa a participar da própria avaliação dos fornecedores. O comprador não usa o modelo apenas para encontrar conteúdo, mas para resumir abordagens, comparar alternativas e reduzir o conjunto de opções que chegará à discussão interna. Parte da análise que antes era feita exclusivamente por pessoas começa a ser delegada a sistemas.

Sem formulário, sem sessão, sem origem de tráfego. Existe uma decisão sendo formada com informação que a empresa produziu e não controla mais.

Isso redefine o que se pode esperar de um agente nessa frente. O papel dele não é rastrear o irrastreável. É sustentar coerência ao longo de um percurso fragmentado: reconhecer onde a conta está com os sinais que sobraram, ajustar o que é oferecido e avisar o comercial quando o interesse amadurece, entregando contexto em vez de uma linha em planilha. Por que essa conta, por que agora, o que ela já leu.

Há também uma consequência sobre o conteúdo. Se um modelo resume a categoria para o comprador, ser citado exige ter algo específico a dizer. Uma década otimizando para frequência e cobertura de termo produziu bibliotecas de material extenso, adjetivado e intercambiável. Troque a logomarca do topo e ninguém percebe a diferença. Esse acervo não some, apenas para de ser usado como fonte.

Duas responsabilidades que ninguém quis assumir

As duas condições que sustentam tudo isso são justamente as que menos aparecem nos planos de adoção de IA.

A primeira responsabilidade é o dado. Ela é desconfortável porque o marketing depende dele, mas raramente o controla. A base de clientes vive no CRM, mas passa por vendas, RevOps e TI, e nem sempre existe uma responsabilidade clara sobre sua qualidade.

Durante muito tempo, foi possível conviver com isso. Um cadastro duplicado gerava um relatório menos preciso. Hoje, porém, o mesmo dado alimenta sistemas que definem o que dizer, para quem e quando dizer.

A consequência é simples: o marketing passa a depender de um ativo crítico que não consegue corrigir sozinho. Por isso, a discussão sobre qualidade e responsabilidade dos dados precisa acontecer antes da definição do primeiro agente, não depois do primeiro incidente.

A segunda responsabilidade é a supervisão humana. O motivo não é cautela genérica com IA. É que, no marketing, o resultado produzido pelo agente chega diretamente ao mercado e passa a representar a marca.

Quando um agente erra numa rotina interna em outras áreas, o impacto normalmente se limita ao retrabalho. Porém, se isso acontece com um agente de marketing, o erro é percebido pelo mercado. Uma informação desatualizada, um dado incorreto ou uma afirmação imprecisa deixa de ser apenas um erro operacional e passa a afetar a credibilidade da marca.

Em ambientes B2B, onde decisões envolvem múltiplos interlocutores e ciclos longos de avaliação, esse tipo de incoerência tende a comprometer confiança, e confiança é muito mais difícil de recuperar do que corrigir uma informação.

Por que começamos pela base, e não pelas ferramentas

Os exemplos anteriores apontam para o mesmo problema. O desafio não está apenas em adotar agentes, mas em criar as condições para que eles operem com contexto, governança e critérios claros.

Foi essa leitura que orientou a forma como tratamos IA dentro do marketing da Keyrus, e é o que o Human Orchestrated Model™ organiza.

A Base da Inteligência define com base em quais informações o agente decide, e é onde a disputa pela qualidade dos dados de clientes precisa ser vencida. Sem isso, personalização e geração de demanda continuam operando sobre sinais incompletos.

O Humano no Comando define a fronteira entre o que chega ao mercado automaticamente e o que exige julgamento, com papéis e critérios escritos, não combinados no corredor. É essa camada que protege a marca quando agentes passam a participar de atividades com impacto direto sobre clientes.

A Gestão de Performance responde se aquilo virou pipeline ou apenas atividade, distinção que líderes de marketing enfrentam todos os dias, porque atividade costuma ser muito mais fácil de mostrar do que resultado.

O que isso pede de quem lidera marketing

A reação natural é procurar uma ferramenta para resolver cada novo desafio de marketing. Mas o que limita o resultado raramente é a tecnologia, e sim a falta de clareza sobre os dados, os critérios e as responsabilidades que orientam as decisões.

O valor da IA não está apenas na velocidade, mas na capacidade de identificar padrões, interpretar sinais e apoiar decisões. Quando a IA opera sobre uma base sólida, ela amplia resultado. Porém, quando opera sobre uma base inconsistente, apenas acelera problemas que já existiam.

É justamente por isso que preparar uma operação para IA deixou de ser uma discussão sobre ferramentas. Passou a ser uma discussão sobre como decisões são tomadas, quais dados sustentam essas decisões e como o resultado é medido ao longo do tempo.

O verdadeiro diferencial não está nos agentes em ação ou na tecnologia adotada, mas na capacidade de transformar inteligência em melhores decisões e resultados concretos de negócio.

Quer entender como estruturar dados e inteligência para sustentar sua operação de marketing? Fale com os especialistas da Keyrus.

Pronto para escalar IA no marketing? Fale com a Keyrus
Continue lendo
  • Comunicado à imprensa

    Keyrus anuncia a aquisição da inlumi

  • Opinião do especialista

    No futuro, os negócios funcionarão com inteligência, não apenas com software

  • Publicação no blog

    IA em vendas: como acelerar resultados sem robotizar o atendimento

  • Publicação no blog

    Agentes de IA no supply chain: como aplicar inteligência para melhorar previsões, distribuição e decisões operacionais

  • White Paper

    Previsões de IA e dados em 2026: agentes, governança e escala

Logo - Keyrus
São Paulo

Eureka Coworking - Condomínio Edifício Eloy Chaves Endereço: Av. Paulista, 2439 - 3o andar Bela Vista - SP CEP: 01311-300